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Os Contornos e o Entorno da Nova Sociologia da Moral
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Os Contornos e o Entorno da Nova Sociologia da Moral

Steven Hitlin
Sociologias, Vol.17(39), pp.26-58
08/01/2015
DOI: 10.1590/15174522-017003902
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https://doi.org/10.1590/15174522-017003902View
Published (Version of record) Open Access

Abstract

Neste ensaio vou expor brevemente como vejo o desenvolvimento do campo da Sociologia da Moral, com foco em seu potencial fundamentalmente interdisciplinar, destacando os estudos e tradições que merecem ser incorporados à sociologia. A moral, como tema de investigação da ciência social, perpassa os campos da psicologia (social e do desenvolvimento), sociologia, antropologia, neurociências e economia. Aqueles entre nós implicados no seu desenvolvimento afirmam que ela serve de fundamento para toda a organização e interação social. Assumo, implicitamente, a posição do filósofo Charles Taylor e do sociólogo Christian Smith de que os seres humanos vivem envolvidos em teias de significados, pelas quais são moldados, conforme versões de "certo" e de "bem". Os seres humanos são fundamentalmente morais, não no sentido de serem convencionalmente altruístas ou de se preocuparem com os outros, mas de que as pessoas humanas, por serem seres sociais habitando um espaço social, devem assumir posições sobre temas relevantes nessas sociedades e grupos. As pessoas, de um modo geral, nesse meu paradigma, ancoram seus sentidos de si em posicionamentos morais, padrões que oferecem um solo a partir do qual dão sentido ao mundo através de lentes morais. Uma sociologia da moral compreende a formação dessas crenças, sua relativa imutabilidade ou as circunstâncias pelas quais elas mudam, sua influência sobre a ação e sua reconstrução retrospectiva diante de efeitos desajustados ou de pressões sociais.
Sociology

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