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Táticas e técnicas endovasculares para retirada de corpos estranhos intravenosos
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Táticas e técnicas endovasculares para retirada de corpos estranhos intravenosos

Joaquim Maurício Da Motta Leal Filho, Francisco Cesar Carnevale, Felipe Nasser, Aline Cristine Barbosa Santos, Wilson de Oliveira Sousa Junior, Charles Edouard Zurstrassen, Breno Boueri Affonso and Airton Mota Moreira
Revista brasileira de cirurgia cardiovascular, Vol.25(2), pp.202-208
06/01/2010
DOI: 10.1590/s0102-76382010000200012
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https://doi.org/10.1590/s0102-76382010000200012View
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Abstract

INTRODUÇÃO: A incidência da embolização de cateteres intravenosos, na literatura mundial, é de 1% dentre todas as complicações descritas. Porém, possui taxa de mortalidade podendo variar de 24 a 60%. O não funcionamento do cateter é a suspeita diagnóstica principal da embolização, visto que, habitualmente, os pacientes são assintomáticos. OBJETIVO: Relatar o manejo na extração de corpos estranhos intravenosos, com o uso de táticas e técnicas endovasculares diversas. MÉTODOS: Estudo retrospectivo com 12 pacientes, no período de dois anos. Sete pacientes eram do sexo feminino e cinco do sexo masculino, com média de idade de 29 anos (dois meses a 65 anos). RESULTADOS: Sucesso técnico foi obtido em 100% dos casos. Foram extraídos 10 port-a-caths, um intra-cath e um PICC. Os locais mais frequentes de alojamento de uma das extremidades dos corpos estranhos intravenosos foram o átrio direito (41,6%) e o ventrículo direito (33,3%). Em 100% dos casos se utilizou um único acesso venoso. O acesso femoral foi o mais utilizado, em 91,6% dos casos (11 cateteres). Utilizou-se o laço (loop-snare) em 10 (83,3%) casos. O motivo mais frequente da presença do corpo estranho intravascular foi a fratura do cateter, que ocorreu em 66,6% dos casos (oito pacientes). Houve uma complicação, fibrilação atrial (8,3%), relacionada à extração de corpo estranho intravenoso. A taxa de mortalidade em 30 dias foi igual a zero. CONCLUSÃO: A retirada de corpos estranhos intravenosos por via percutânea é considerada tratamento padrão ouro, por se tratar de procedimento minimamente invasivo, relativamente simples, seguro e com baixas taxas de complicações quando comparada ao tratamento cirúrgico convencional.
Catheters, indwelling Device removal Embolism Foreign-body migration Intravenous

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